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direções para o invisível

30x40 cm (10)
2016

Trabalho desenvolvido em dois momentos: metade durante a residência Nuvem- estação rural de arte e tecnologia (Serra da Mantiqueira, 2016), a outra metade, nas semanas seguintes, quando de volta à Região dos Lagos, onde cresci.

 

Texto escrito em janeiro de 2016:

cidades turísticas. permeadas pela água.

cartografias. mapear o nebuloso.

Parto da ideia de um território em que o indivíduo se vê na posição de livrar-se de determinadas convenções e amarras, estar próximo à natureza e por ela deixar ser afetado. São praias de nudismo, saunas gays, aplicativos de encontros casuais. Espaços, por vezes abstratos e carentes de um ponto físico delimitado, de histórias carregadas de uma energia sexual e subversão. Porém, que em um primeiro olhar - e até segundo, terceiro - não se revelam. São espaços velados. É preciso mapeá-los em uma tentativa de entender onde e a que estão. Na residência, proponho circular pelos locais próximos às cachoeiras, estudar o comportamento de quem frequenta esses lugares e coletar objetos deixados nas proximidades e traçar o perfil desses frequentadores — muitos turistas, pessoas de passagem.

A partir de minha vivência, tendo crescido no litoral, tenho observado o comportamento das pessoas ao estar em um ambiente cientes de que não ficarão ali para sempre. Na proposta que faço, também está nos objetivos descobrir se essa relação existe em um outro "ambiente de passagem", cercado por natureza — sobretudo delineado pela água e por toda energia que ela carrega.

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