maresia VII
maresia VII

Emulsão fotográfica artesanal sobre papel Hahnemühle 190g –14,5 x 21 cm. Ano: 2015-2022

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maresia I
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Emulsão fotográfica artesanal sobre papel Hahnemühle 190g –14,5 x 21 cm. Ano: 2015-2022

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maresia II
maresia II

Emulsão fotográfica artesanal sobre papel Hahnemühle 190g –14,5 x 21 cm. Ano: 2015-2022 14,5 x 21 cm 2015-2022

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Maresias

Vivi minha infância e adolescência na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Em 2015, morando em outra cidade e durante voltas recorrentes à região, à família e ao que tinha por “casa“, descobri as praias de nudismo que, enquanto um jovem LGBTQIA+ cuja sexualidade e corpo eram reprimidos, nunca havia imaginado frequentar.

 

As visitas às praias duraram alguns anos. Os banhistas eram, em sua maioria, homens cisgêneros. Por nelas não haver uma regulação da prática da nudez — as regras de convívio, a distribuição do desejo e da violência ficavam a critério de valores que eram construídos silenciosamente entre os corpos que ali se faziam presentes. 

 

Durante pesquisas sobre as praias e conversas com os banhistas, soube que é dado o nome de "maresias“ às pessoas que ficam à procura de encontros sexuais, entre as pedras, nos cantos, ou no ponto em que a água bate na areia. Decidi registrar essas pessoas, que tanto me produziam curiosidade quanto me repeliam com seu comportamento — até perceber-me, com minha câmera, eu mesmo um deles.