pardal I
pardal I

Lápis de cor sobre papel Canson Montval 300g. 29 x 14 cm. Ano: 2021.

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pardal II
pardal II

Lápis de cor sobre papel Canson Montval 300g. 33,5 x 46,6 cm. Ano: 2021.

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pardal V
pardal V

Lápis de cor sobre papel Canson Montval 300 g. 35 x 35 cm. Ano: 2021

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pardal I
pardal I

Lápis de cor sobre papel Canson Montval 300g. 29 x 14 cm. Ano: 2021.

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Pardais (qualquer coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo)​

Série de desenhos, feitos com lápis de cor sobre papel, de figuras humanas e não-humanas. Em suas existências híbridas, corpos ciborgues e improváveis, as imagens buscam costurar temas como espiritualidade e religião, colorismo e os processos de colonização no Brasil.

O pardal é o nome dado ao gênero Passer, da família Passariade, que inclui as espécies P. domesticus e P. montanus. O pardal é um pássaro que é encontrado em diversas regiões do mundo, mas fontes apontam que sua origem é localizada em países da África e do Oriente Médio. No Brasil, a espécie foi introduzida no início do século XX, no Rio de Janeiro, com a finalidade de que essa colonização de aves produzisse um efeito na cadeia alimentar, pois achava-se que ele se alimentaria do mosquito transmissor da febre amarela na cidade.

 

No livro "A Revolução dos Bichos" (1945), de George Orwell, os animais da granja controlada pelo regime autoritário dos corpos submetem-se a mandamentos do "animismo", sendo um deles a regra de que "qualquer coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo".

Ao passo em que ironiza temas como a teoria do criacionismo e a construção de distopias e utopias, a série busca trazer para perto tensões acerca de uma cosmologia cristã colonial, que produz um ideário de céu a ser alcançado apenas em uma redenção pós-vida, o que nos distancia de um processo constante e presente de vida-morte-vida, e cria dissociações violentas entre natureza e cultura.